E eu sempre acredito que vai ser diferente.


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Martha Medeiros  

Não chora, vai doer em mim também.


Posso ser aquela, com o all star sujo, com o cabelo mais detonado, com os amigos mais idiotas do mundo, com as roupas mais largas que você já viu, ou até mesmos as mais coladas ao meu corpo, depende do dia e do momento. Posso estar com maquiagem, ou até mesmo sem, vou me sentir feia de qualquer modo, posso não ter milhões de meninos correndo atrás de mim, mas posso ter somente 1, que nunca vi, que nunca dei bola, mas que sempre esteve ali. Posso muitas vezes, só um gloss passar, e nenhum olhar receber em troca, mas posso ter um destino distante preparado para mim. Posso amar quem não me ama, me ferro com isso admito, mas as vezes é bom isso, assim vou aprendendo que devo lutar pelo que quero. Posso estar sempre com aquele fone de ouvido colocado entre meu moleton enorme, ouvindo aquela música que me acalma, podem me julgar por eu ser diferente, mas eu vou rir pois eles são todos iguais. Posso chorar muitas vezes, mas vou sorrir por ver sorrisos de quem eu amo. Coisas boas me conquistam, amor me faz viver. Quem sabe sou somente uma plébeia esperando a chegada um sapo que vai tomar meu coração e me transformar em uma princesa, opa cansei desses contos de fada que so iludem, cansei de ver romance, ler ou assistir, isso cansa, ilude. Vou pegar meu cobertor e dormir pensando como seria bom se tudo fosse diferente, sem gosto amargo, tudo doce como acucar.